SpiderManMiles Morales (1)

Análise – Marvel’s Spider-Man: Miles Morales (Actualização: PC)

Como jogo de estreia a PlayStation 5, Spider-Man: Miles Morales foi bem mais que uma mera expansão para o já aclamado Marvel’s Spider-Man. Tal como esse jogo, também este “spin off” já chegou ao PC.

A Insomniac Games ganhou um estatuto de tal forma elevado, que é praticamente garantido que qualquer jogo que lance se torna um sucesso. Lançar um “spin off” de um título famoso, por si só, é já um bom ponto de partida. Conforme leram na análise original (em baixo), Miles Morales não chegou a mudar muito a fórmula do jogo original do aranhiço, veio dar-lhe outra substância, uma nova personagem e uma nova trama. É uma excelente expansão da acção e introduziu as novidades técnicas da PS5 na intrincada cidade de Nova Iorque. Por isso, o que pode trazer agora ao PC?

A resposta é óbvia. As novidades técnicas possíveis no PC são o principal destaque mas o maior feito do jogo é, de facto, chegar a toda uma nova audiência. Já irei falar das novidades visuais e de performance no PC, embora todos os que jogaram Miles Morales na PlayStation 5 estejam francamente bem servidos. A nova audiência vai descobrir um óptimo jogo, se bem que, como já disse, não faça muita coisa diferente do original. Isto não quer dizer que este título seja descartável, notem. Apenas quer dizer que, embora os ingredientes sejam ligeiramente diferentes, não devem esperar uma receita muito inovadora.

Tudo o que este jogo trouxe de diferente, inclusive as habilidades bio-eléctricas de Morales que Peter Parker não tinha, está aqui, sem que houvesse alguma adição especial ou modificadora para o PC. Além de, obviamente, o protagonista possuir uma personalidade tão diferente de Parker, a própria cidade de Nova Iorque, agora nevada, tem outra atmosfera e… outros perigos. O enredo é também obviamente novo, agora com Morales sozinho a tentar travar uma guerra pelo controlo da “Grande Maçã” no vazio deixado pelo Homem-aranha original.

Então, que inovações tem Miles Morales no PC em comparação com as consolas? É tudo uma questão de fidelidade visual, na verdade. Graças ao hardware mais capaz (depende do vosso PC, obviamente), temos as tecnologias Nvidia DLSS 2 e DLSS 3 para optimizar o desempenho, inclusive a tecnologia de baixa latência Nvidia Reflex. No “outro lado” a tecnologia AMD FSR 2.1, Intel XeSS e IGTI são igualmente suportadas. O intuito é dar a melhor performance possível sem perdas aparentes de qualidade visual.

Para quem gosta de “amplitude”, o jogo traz também o devido suporte para monitores ultrawide, suportando rácios até 48:9 em configurações de três monitores. Para esse efeito, suporta as tecnologias Nvidia Surround ou AMD Eyefinity. E queremos ver bem o fantástico cenário deste jogo, sem dúvida, um dos seus maiores destaques. Para isso, contribui também a tecnologia Ray Tracing igualmente suportada nesta versão em placas gráficas compatíveis, com reflexos e sombras mais refinados. Notem que terão várias opções desta tecnologia, a favorecer a qualidade ou a performance.

Agora, o dilema do controlo. Um jogador clássico de PC terá o seu devido suporte para teclado e rato, inteiramente configurável, como esperado e como foi feito na versão PC do jogo original. Contudo, tal como disse nessa outra análise, preferi jogar com um comando. Também aqui me pareceu que a jogabilidade é mais “intuitiva” com um game pad, especialmente com as inovações do emblemático DualSense. E não, o meu Thurstmaster eSwap continua a não funcionar correctamente também neste spin-off. Enfim.

Já agora, só a título de informação. Se instalarem este jogo via Steam (também disponível na Epic Games Store) e interligarem a vossa conta PlayStation Network com a do Steam, ganham 2 ponto de perícia na evolução de Miles e o fato Miles Morales 2099 desbloqueado no arranque. É um pequeno mas simpático bónus para os jogadores do PC, fruto da recente interligação da PSN também em outros jogos portados para PC nesta plataforma em particular.

Veredicto da versão PC

Tal como aconteceu com o jogo original, neste port de Marvel’s Spider-Man: Miles Morales para PC o veredicto é bastante positivo. É mais um atestado de qualidade num port da Nixxes Software, aliado à qualidade de produção da Insomniac Games. Está dentro de tudo o que esperamos na nova plataforma, respeitando o material e arte originais de forma exímia. A nova audiência ganha um jogo francamente familiar, sim, mas contendo ligeiras nuances no enredo e jogabilidade para os cativar por mais umas horas. Apenas acho que devia ter preço de DLC e não custar os seus 49,99€. Mas, acreditem, vale o vosso investimento se procuram “mais” da excelente jogabilidade do aranhiço.

[Análise original de 6 de Novembro de 2020]

Tal como na banda-desenhada, onde Miles Morales herda o infame fato de aranhiço de Peter Parker, também este novo Spider-Man: Miles Morales é uma passagem de testemunho. Embora não seja uma real sequela, é uma aventura única que tem o particular privilégio de servir de jogo de lançamento da próxima geração.

Se bem se recordam, alguns jogos de produção interna da Sony receberam um jogo complementar que, não sendo uma verdadeira continuação, tiveram uma menor dimensão que o jogo base, expandido alguns elementos. Recordo The Last of Us e a sua pequena história “Left Behind” ou Uncharted 4 e a aventura “The Lost Legacy“, por exemplo. É um modelo simpático de premiar os fãs com mais uma porção das melhores aventuras de produção interna da Sony, sem ter de esperar por um completo ciclo de produção ou uma sequela dispendiosa. Este novo título da Insomniac Games segue o mesmo modelo, com uma aventura “standalone” que visa dar-nos “mais” deste jogo lendário que tanto gostámos de jogar na PS4. Infelizmente, devido a contingências de última hora, não nos foi possível ainda rever o jogo na nova PS5. Por isso, por cá continuamos na nossa PlayStation 4 Pro.

Esta condição na nossa análise, porém, não nos impede de apreciar este óptimo jogo. Gostávamos muito de falar dele já a correr no novo hardware, sem dúvida. Com o título original a celebrar dois anos de existência, porém, é ainda um marco de tecnologia e de jogabilidade na PS4. Sendo concebido no mesmo motor-gráfico, este novo título goza, obviamente, da mesma qualidade geral, acrescentando mesmo alguns novos detalhes de encher o olho, mesmo na (agora) limitada PlayStation 4 Pro. Por outro lado, não podemos apenas focar-nos no visual, como é óbvio. Temos de considerar que há mais uma porção de história para jogar. E, por isso, merece toda a nossa consideração.

É que este formato de jogo isolado com “sabor” familiar é um engano, notem. Esta não é uma mera expansão de conteúdo ou uma história adicional. Todo o jogo será bastante familiar para quem jogou o original, obviamente. Contudo, a produção fez questão de dar uma identidade única ao novo aranhiço. Já sabíamos que Miles iria tomar a posição de Parker no final do jogo original. A história pega exactamente no fim do enredo do DLC “The City That Never Sleeps” em que vemos que o jovem também foi mordido por uma aranha e Parker age como mentor para o encorajar a tornar-se num novo Homem-Aranha.

Faz parte do cânone da Marvel que Parker parta para a Europa deixando Nova Iorque nas mãos do entusiasta novo trepador de paredes. Embora tivesse treinado com Parker, os desafios de uma nova guerra entre um autêntico exército clandestino, o “Underground” e a mega-corporação “Roxxon”, testam a sua paciência e perícia. E ainda tem de zelar pela campanha política da sua mãe, sem esquecer que deve honrar a memória do seu pai, também ele um herói de Nova Iorque. Se seguem a banda-desenhada, já sabem que nem tudo corre bem. É que Miles é mais jovem e menos experiente que o herói original, o que irá tornar esta aventura um pouco mais descontraída. E ainda bem.

O enredo merece ser descoberto. Até porque, é o elemento verdadeiramente único na oferta, quando tudo o resto será muito familiar. Além de umas pequenas novidades que notarão ao jogar, Nova Iorque está na mesma desde a nossa última visita. Existem uns novos locais no bairro de Miles, o Harlem e umas quantas novas áreas de jogo. De modo a dar uma nova atmosfera ao jogo, a Insomniac trouxe o Inverno à “Grande Maçã”, o que até lhe dá um toque diferente, sem dúvida. Há, logicamente, novas missões, entre as principais e as secundárias, pelo que não podemos dizer que seja realmente “mais do mesmo”. É familiar, repito. Considerando que o original foi tão bem recebido, não é algo negativo.

O mesmo acontece com a famosa interação do herói, seja a deambular pelos altos prédios da cidade com as famosas teias, seja a trepar paredes ou a desancar meliantes. Miles tem uns ataques únicos com choques eléctricos “Venom” mas, de um modo geral, a jogabilidade é francamente idêntica, numa fórmula que gostámos muito no original. Para combater, temos os elementos dos gangues que assolam Nova Iorque e também alguns vilões mais fortes que agem como bosses. Já sabem que este jogo se vai desenvolvendo também em dificuldade, por isso, esperem poucas facilidades nos embates mais lá para a frente no jogo.

E também terão muitos elementos para convidar à exploração, especialmente para encontrar coleccionáveis. E é bem possível que se distraiam constantemente com as missões para resolver pequenos crimes que surgem aleatoriamente na nova aplicação. Como sempre, todas as actividades secundárias têm uma recompensa importante associada, inclusive novos fatos, um deles o muito desejado fato animado de Into The Spider-Verse. Como imaginam, há muito para fazer em Nova Iorque, mas não esperem a mesma dimensão que o original de Peter Parker. Consegui acabar o jogo em menos de 10 horas, isto tentando explorar o máximo que consegui e sem grande pressa de terminar as missões.

E, sim, o jogo tem excelente aspecto na PlayStation 4 Pro, como não podia deixar de ser. Tudo tem um polimento esmerado, mesmo nesta ida geração. Na PlayStation 5 poderão contar com iluminação e reflexos apurados, graças à tecnologia Ray Trace introduzida na nova consola. Também gozarão de uma melhor prestação no geral, melhores texturas e maior velocidade de carregamento. E o melhor é que continuam a contar com presets que dão preferência à performance ou ao visual mais apurado, mantendo uns impressionantes 60 fps sem quebras. Tudo isto… só no dia 19 de Novembro. Até lá… bom, a PS4 cumpre bem, a PS4 Pro cumpre melhor. Venha dia 19.

Veredicto

Não é bem uma sequela, não é bem uma expansão, encaixa-se no meio, agindo como um jogo por inteiro, nunca deixando de ser francamente familiar. Spider-Man: Miles Morales recicla muitos elementos visuais e de jogabilidade do título original, dando-lhe um aspecto diferente onde pode, não deixando que a repetição realmente se instale. Obviamente, brilhará muito mais como título de estreia da PS5, onde a Insomniac Games investiu a sério. Mas, se tiverem por aí a vossa PS4 à mão, podem ir jogando enquanto a nova não chega. Especialmente se forem fãs do original, irão gostar bastante deste novo aranhiço.

  • ProdutoraInsomniac Games
  • EditoraSony Interactive Entertainment
  • Lançamento19 de Novembro 2020
  • PlataformasPC, PS4, PS4 Pro, PS5
  • GéneroAcção, Aventura
?
Sem pontuação

Ainda não tem uma classificação por estamos a rever o nosso esquema de pontuações em análises mais antigas.

Mais sobre a nossa pontuação
Não Gostámos
  • Alguma reciclagem de objectos e tipos de missão
  • Mais curto que o original

Esta análise foi realizada com uma cópia de análise cedida pelo estúdio de produção e/ou representante nacional de relações públicas.

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